26.5.10

 

 

 

 

Caríssimos militantes,

 

Fruto da crise económica que nos envolve e dos problemas que dela emanam, dos impasses relativos à avaliação de professores, do burburinho político sempre no fundo, algo tem permanecido esquecido e abandonado no meio de todas as outras preocupações do nosso país: a Cultura.

 

"Cultura?!" - interrogam-se com alguma razão. Imagino-vos até a perguntarem-se "qual a importância da cultura na crise social, política e económica em que estamos?". "Há coisas tão mais importantes em que pensar!", julgam vós.

 

De facto, quando pensamos em benefícios ou direitos fundamentais, pensamos em saúde, em educação, em economia, em justiça e em segurança social - afinal de contas, são a base do nosso bem-estar e o que nos distingue de países de Terceiro Mundo.

Numa crise económica a primeira coisa em que se corta é a cultura. Para que é que servem os museus, os concertos e afins? Para quê investir quando há crianças para educar e alimentar? Doentes em listas de espera intermináveis?

 

 

Para quê investir na Cultura?!

 

Foi isto que a Comissão Política Distrital de Lisboa da Juventude Social Democrata pensou. E é por este meio que vos vem convidar para um DEBATE no próximo dia 29 de Maio, pelas 15h, nas instalações do Cinema S. Jorge, em Lisboa.

Assim, poderão perceber melhor:

 

- As diferentes políticas para o Sector da Cultura;

- O peso do sector na Economia e na Sociedade.


A iniciativa contará com a participação do Dr. José Amaral Lopes, Secretário de Estado da Cultura nos XV e XVI Governos Constitucionais e ex-Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa.

 

Mais novidades em http://politicasculturaisemportugalenaeuropa.blogspot.com.

 

Escreve o nosso futuro, participa com a JSD!

Fruto da crise económica que nos envolve e dos problemas que dela emanam, dos
impasses relativos à avaliação de professores, do burburinho político sempre no fundo,
algo tem permanecido esquecido e abandonado no meio de todas as outras preocupações
do nosso país: a Cultura.
"Cultura?!" - interrogam-se com alguma razão. Imagino-vos até a perguntarem-se "qual a
importância da cultura na crise social, política e económica em que estamos?". "Há coisas
tão mais importantes em que pensar!", julgam vós.
De facto, quando pensamos em benefícios ou direitos fundamentais, pensamos em saúde,
em educação, em economia, em justiça e em segurança social - afinal de contas, são a base
do nosso bem-estar e o que nos distingue de países de Terceiro Mundo.
Numa crise económica a primeira coisa em que se corta é a cultura. Para que é que servem
os museus, os concertos e afins? Para quê investir quando há crianças para educar e
alimentar? Doentes em listas de espera intermináveis?
Para quê investir na Cultura?!
Foi isto que a Comissão Política Distrital de Lisboa da Juventude Social Democrata
pensou. E é por este meio que vos vem convidar para um DEBATE no próximo dia 29 de
Maio, pelas 15h, nas instalações do Cinema S. Jorge, em Lisboa.
Assim, poderão perceber melhor:
- As diferentes políticas para o Sector da Cultura;
LinkUma ideia de Essi Silva, às 19:32  Opinar

16.5.10

Antes de começar a debitar o que me tem atormentado a mente nos últimos tempos, faço uma declaração de interesse: não percebo muito de economia, aquilo que eu sei foi aprendido em aulas teóricas de Economia Política passadas a ouvir música enquanto o respeitado professor Fernando Araújo debitava a matéria do seu gigantesco livro de... Economia Política... Tenho uma enorme aversão ao politicamente correcto que vigora tacitamente neste país, o que me faz querer que ser politicamente incorrecto é sinal de sanidade mental. E tenho um enorme defeito: vivi demasiado tempo fora de Portugal, o suficiente para me considerarem como um corpo estranho que traz ideias malucas lá daqueles cantos europeus que se diz serem de países desenvolvidos.

 

A partir de hoje irei fazer uma jornada por reflexões, sempre elas madrugadoras porque sou um animal(sim, um ser humano, antes de tudo, é um animal, vá, um mamífero vertebrado) nocturno que apenas consegue pensar quando lá fora está escuro, que irão ser um roteiro por divagações que vou tendo nos mais variados lugares, apenas e só despertados na minha mente por aquela notícia ou por aquele comentário ouvido numa qualquer viagem de metro. Não pretendo ser politicamente correcto, apenas sincero com a minha consciência e com a minha mente. Porque a sinceridade é um bem inestimável.

 

 

 

Grande parte das minhas reflexões vão sempre dar à pergunta metafórica de todos os dias - quais as funções que um Estado deve ter? Ou trocando por miúdos, que tipo de Estado se pode coadunar melhor com a sociedade. Assim de repente, vêem-me vários à mente, desde um Estado dito Liberal ao Estado dito Marxista, a um Estado dito Social ou mesmo à inexistência de um Estado. São tudo classificações muito giras, muito interessantes, mas, no limite, dispensáveis. Ora pois porque todas elas, todas catalogadas num sôfrego tipificador típico dos piores positivismos legalistas, pretendem o mesmo: o bem colectivo da sociedade, uma prosperidade económica que seja pressuposto da felicidade geral de um povo agregado sobre valores identitários comuns. Na sua teorização mais pura, as ideologias são boas porque visam o mesmo fim, o problema é quando elas passam à prática e se vê os meios que usam para atingir o mesmo fim. A própria racionalização inerente a um pensamento que se possa pretender lógico não se pode subsumir à experiência histórica: História, essa disciplina tão odiada, mas tão fundamental para perceber os erros do passado para que não se repitam no futuro. Infelizmente, um grande problema dos povos é exactamente esquecer as lições da História, pensar que, por serem acontecimentos longínquos, não se irão repetir nos dias presentes. Imagem tão errada e tão arrogante, é exactamente através do desconhecimento da História que a história actual começa a cair para lados menos agradáveis. Declaração de interesse neste ponto: o político português, para o ser, devia ser obrigado a estudar a história da República Romana. Parece esotérico, não é? Então não sejam arrogantes e tratem de estudar esse pequeno pedaço da História Mundial.

 

Deixemo-nos de filosofias, passemos ao hardcore que irá colocar muitas pessoas de orelhas a arder e a desejar que eu seja imulado numa fogueira ao bom velho estilo do Malleus Maleficarum. Primeiro ponto: sou contra o estado actual de coisas, contra o Estado que se apresenta hoje em dia. Sou contra uma Constituição que nos obriga a ir à bancarrota; sou contra um funcionalismo público onde as promoções são automáticas(peço desculpa? automáticas?! onde vai a loucura deste país...); sou contra um Estado que se recusa a diminuir os seus gastos mais primários; sou contra um Estado que, para solucionar velhos problemas, vai buscar velhas soluções e onere cada vez mais os privados para alimentar a sua barriga cada vez maior; em suma, sou contra um Estado omnipresente. Sim, adoro, simplesmente adoro a ideia do Estado ser um guarda-nocturno, mas não um mero guarda-nocturno apenas munido com uma lanterna, mas sim munido com uma lanterna, umas algemas e uma pistola. Mas, agora e para todo o sempre, um guarda nocturno e, nunca, a mãezinha com a saia grande. O Estado, tal como hoje o conhecemos, foi construído à volta de um mundo em que a economia prosperava a olhos vistos, com um baby boom assinalável, enfim, construído à volta de uma pirâmide estável, onde a base era bem maior que o topo. O Estado começou a alargar os seus tentáculos, começou a entrar na economia e a assumir funções que, antigamente, parecia um sacrilégio isso acontecer. Na verdade, continua a ser um sacrilégio que assim aconteça porque, sejamos sinceros, o Estado não tem vocação para ser um prestador de serviços, maxime, ser um agente económico. Sabem onde fui buscar esta? Exacto... às tais aulas teóricas de Economia Política onde me sentava no meu "cativo" 333, do anfiteatro 1, a ouvir música... Não sou capaz de admitir que o Estado me diga se abro a porta da casa-de-banho com a mão esquerda ou com a mão direita; eu não admito que o Estado me diga se posso ou não posso casar com a planta que vive no meu quarto; não admito que o Estado, sob aquela escória de políticos que abunda e empesta o Parlamento, me obrigue a pagar e a sustentar uma classe alargada de privilegiados que não pode ver o seu salário reduzido porque, pasme-se(!!), a Constituição não permite. Em suma, não posso admitir o estado de coisas a que o nosso Estado chegou.

 

Pergunta intermédia para o jackpot: quais são as diferenças entre a pirâmide da estimável D.Branca e a pirâmide da amiga Segurança Social?

 

Defesa, Segurança Interna, Justiça, Diplomacia, Finanças - chamo-lhes, carinhosamente e pedindo desculpa pelo adulterar execrável da expressão original, o cursus honorum. São estas as cinco funções fundamentais que um Estado, que se queira minimamente consentâneo com as liberdades individuais, deve assegurar e promover. Sou um amante nato da liberdade, crio ódios de estimação por quem tenta violar ou condicionar a minha liberdade com acções ou omissões; apenas sou capaz de aceitar um Estado que me dê liberdade, efectiva liberdade. Defesa, uma das funções primordiais do Estado, o garante da soberania(mesmo que hoje em dia, o conceito de Soberania possa ser discutível...)  mantendo o país como uno e indivisível; Segurança Interna, o Estado deve ter o monopólio da acção penal, o monopólio da manutenção de um estado de segurança que permita que os indivíduos, individualmente considerados, possam sentir-se, efectivamente seguros, e sentirem-se mais livres, uma das funções primordiais que permite manter o Estado pacificar o país e mostrar a sua força efectiva; Justiça, em estreita consonância com a Segurança Interna, duas faces da mesma moeda, um dos garantes da democracia e da liberdade, apenas o Estado deve deter o monopólio do poder jurisdicional, tentando que seja o mais efectivo e célere possível porque, sem uma Justiça eficaz, não há uma democracia eficaz; Diplomacia, a representação do Estado no exterior, a seta que desbrava caminho para que o poder da economia nacional possa progredir pelos caminhos desbravados, a imagem que se pretende passar de uma cultura e de um povo; Finanças, o pilar mais controvertido, mas aquele que é pressuposto de todos os outros: é preciso dinheiro para sustentar os serviços públicos, no fundo, um Estado moderno é um Estado Fiscal.

 

Por hoje é tudo, nos próximos dias, outras reflexões irão seguir-se...

LinkUma ideia de Pedro Miguel S.M. Rodrigues, às 01:04  Opinar

1.5.10

Prosseguindo com a maratona de reflexões produzidas ao sabor de uma cidade enregelada, embrulhada numa temperatura amena de dezenas de graus negativos, eis o segundo episódio, retirado dos baús do disco rígido:

 

"Um político deve ser medido de várias formas, e uma delas deve ser a forma como fala ao povo: a sua genuidade, a sua sinceridade. E que sinceridade podemos nós encontrar num discurso previamente estruturado por uma data de assessores, cujo único objectivo é apenas, agradar? Dificilmente encontramos alguma sinceridade por detrás daquelas palavras, tão só por esta razão: porque não é genuíno. Não se deve rejeitar a opinião de que um discurso bem estruturado é uma poderosa arma de convencimento junto do povo, quanto a uma medida ou a um rumo; mas o que se deve rejeitar é que esse mesmo discurso seja estruturado até certo ponto em que o seu único objectivo seja manipular os seus ouvintes num determinado sentido, retirando qualquer genuidade ao discurso. Porque, assim parece, deve ser colocada uma questão, que se pretende pertinente – onde se encontra mais sinceridade: num discurso previamente preparado ou num discurso de capela?

 

Por vezes, consegue-se assistir a um fenómeno que faz espécie, por ser estranho. Uma aversão às palavras, uma aversão à utilização sincera das palavras. Não se usa porque não é “politicamente correcto”. Politicamente correcto? Por respeito ou por medo de usar a verdadeira palavra, que verdadeiramente exprime o verdadeiro sentido do pensamento? Muitas das vezes, parece que é a segunda hipótese, tão só porque, mais tarde, esse mesmo político acaba por dizer o oposto do que tinha dito da primeira vez. E isto também se passa nos tais discursos estruturados ao milímetro: através da escolha premeditada de palavras, sujeita-se a que as verdadeiras palavras sejam postas de parte e outras, mais suaves e mais “politicamente correctas” sejam escolhidas, desvirtuando a sinceridade da mensagem que se pretende transmitir.

(...)

 

Por vezes, pensar torna-se um acto irreflectido e inesperado e falar ao mesmo tempo o que se pensa, ali no momento, o discurso torna-se automaticamente genuíno. A escolha das palavras é automática porque tem que ser feita no segundo; as palavras são sinceras porque são a expressão do pensamento do momento; a genuidade surge e fica porque o político tem que dizer aquilo que realmente pensa, não poupa nas palavras – naquelas que deve usar, como expressão perfeita do seu raciocínio. Um político que seja capaz de se expressar bem quando pressionado por microfones ou por uma plateia adversa, que seja capaz de impôr as suas ideias – as suas palavras, reveladoras unicamente do seu pensamento e daquilo que realmente pretende – então será um político genuíno e sincero.

(...)

 

porque é extremamente complicado conseguir vingar num país onde a sinceridade, assim parece, é mal vista ou mal encarada. Mas a grande maior parte das vezes, mal compreendida exactamente porque é mal explicada; exactamente porque não houve uma prévia preparação da melhor maneira de falar sobre ou, então, um estudo mínimo do tema. Mais, não só um estudo mínimo do tema para o que o político seja capaz de albergar as várias pontas soltas, como também deve ser capaz de destruir os argumentos do adversário. E essa destruição, que se quer positiva e construtiva, deve ter em conta aquilo que o nosso adversário na arena política defende.(...)

O que se pretende dizer é que um político, qualquer que ele seja, só é capaz de ganhar as batalhas políticas se for: sincero nas palavras que usa, como expressão genuína do seu pensamento; se se conhecer a si próprio, e esse conhecimento apenas poder advir da sua capacidade de pensamento próprio, de reflexão e estudo sobre os temas numa constante aprendizagem, e numa expressão sincera através de palavras; se conhecer o seu adversário, as suas propostas – virtudes e defeitos - , expondo os defeitos e as consequências dos mesmos.

 

No fundo, pensar pode por vezes ser um acto irreflectido que se exterioriza em palavras que o nosso sub-consciente, ou se se preferir, inconsciente escolhe no momento, aqueles segundos em que é interpelado e tem que pensar sobre o assunto, sobre aquilo que previamente já sabe. E a política, o discurso político, deve ser uma das maiores expressões de genuidade e de sinceridade do homem político. É absolutamente necessário conseguir recuperar a credibilidade da política, e isso deve ser feita através da adopção de um outro modelo de discurso. Não aquele planeado e escrito por uma data de assessores; mas sim aquele feito no momento, com sinceridade e sem medo de escolher as palavras certas. Escolha essa que não é feita por nós, mas sim de forma automática e inconsciente pelo nosso cérebro: ai está o porquê de ser tão genuíno, porque nós não o controlamos racionalmente. Porque ficamos sujeitos ao erro, e a sujeição ao erro é elemento indispensável da busca da sinceridade e da genuidade. Se se tem medo de errar, então recorre-se a discursos escritos por assessores, com todas aquelas lindas e espectaculares frases pomposas. Se não se tem medo de errar, sabendo-se de antemão que o erro faz parte das nossas vidas, então não se tem medo de ir para uma arena adversa e esgrimirmos os nossos melhores argumentos para convencermos aqueles espectadores que nos olham com desconfiança e desprezo"

 

Como sempre, correndo o risco de ser utópico ou politicamente incorrecto, mais uma reflexão nocturna para os estimados leitores...

LinkUma ideia de Pedro Miguel S.M. Rodrigues, às 01:14  Opinar

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