22.2.10

De uma semana que nos escaldou de tanto escândalo político, passámos para uma semana mais refrigerada. Podem pensar que foi por não termos escândalos políticos, mas não, em relação às pérolas políticas haverá muito a dizer.

"E Figo passa para Sócrates...e remata...e é GOLOOOO" NOT!

O semanário Sol voltou a fazer das suas e publicou novas escutas. Desta vez envolviam o jogador Luís Figo num golpe de Marketing do nosso ilustríssimo Primeiro-ministro.

 

Ao que parece, numa conversa entre Marcos Perestrello e Paulo Penedos, discutiram-se as negociações a mando de Rui Pedro Soares [administrador da PT] que implicavam um contrato milionário duma empresa financiada com capitais públicos em troca de apoio de Luís Figo.

 

Bem sei que não jogo à bola, mas não me querem arranjar assim um acordo milionário? Eu faço-me de namorada do Sócrates ou coisa que se pareça!!! [obviamente estou a brincar]

 

Ao longo da semana descobrimos também um novo candidato presidencial, o Dr. Fernando Nobre. Por mais qualidades que o candidato em questão possa ter, pergunto-me se o nosso país precisará de pseudo-poetas intelectuais aspirantes a políticos ou de médicos humanitários com fraquíssima experiência política?

 

Ao meio da semana até assistimos a uma óptima entrevista de Manuela Ferreira Leite (comentada aqui) e a uma conferência de imprensa do Primeiro-ministro a afirmar que ia governar o país, como se não fosse esse o seu dever...

 

Passemos a coisas sérias. No final da semana os olhares gelados concentraram-se não nos Jogos Olímpicos de Inverno, mas na nossa Ilha da Madeira, que foi devastada por um temporal.

 

É neste clima de tristeza que quero apresentar as minhas maiores condolências ao povo madeirense, não só pela sua perda em vidas humanas, como em riquezas materiais, frutos de trabalho, até às pessoas que perderam as suas casas.

 

Só espero que este território tão rico seja nas pessoas, na beleza natural e na alimentação, que conheço bem e que tantas saudades me deixa, se recomponha rapidamente.

 

Apelo simultaneamente ao contributo através de instituições como a Cáritas Portuguesa, que se disponibilizou prontamente enviar fundos para a Ilha da Madeira.

 

Votos de uma boa semana!

 

 

LinkUma ideia de Essi Silva, às 10:10  Opinar

13.2.10

Depois de uma época acérrima de exames, volto ao blog com uma nova "rubrica", se lhe quiserem chamar assim. O "Temperaturas" vai servir de análise aos mais desatentos, ou áqueles que acham que a Censura não chega cá.
A premissa é simples: tudo o que é quente ou frio a mais é mau - o segredo não está na massa... está sim na temperatura ambiente, vá, os 20º.
 

 

Very, very Hot

 


Esta foi uma semana escaldante! Entre as crispy news que o semanário Sol publicou em relação a José Sócrates, às duas candidaturas que se apresentaram à liderança do PSD, muito se pode comentar.


Em relação ao nosso Primeiro-ministro, temos que lhe curar a febre. 45 graus não é coisa para meninos... É que este estilo de tentar silenciar Presidentes da República, Jornalistas e Comentadores é coisa à Hugo Chavéz... Alguém quer oferecer-se a pagar-lhe uma viagem de Ida (sem volta) para a Venezuela?


Passemos ao PSD: Rangel e Aguiar-Branco. Depois de pedir ajuda ao Professor Mambo, o vidente disse-me que esta corrida à liderança vai ser quente. Tão quente que Rangel aos 30º, deu o dito por não dito e Aguiar-Branco igualmente quentinho, candidatou-se para unir a desunião com que acabou por contribuir .

Assim, Passos Coelho não se sentirá tão só, nem tão desidratado depois da Sábado saber que as empresas de resíduos do grupo Fomentinvest, onde Pedro Passos Coelho desempenha responsabilidades de gestão directa, têm como sócios figuras envolvidas em escândalos financeiros: os construtores e burlões Irmãos Cavaco, ligados ao caso BPN e Horácio Luís de Carvalho, em julgamento por corrupção e branqueamento de capitais no processo do aterro da Cova da Beira.


E já que Sócrates & friends estão em brasa, o Sol propôs-se para meter um bocado de gelo. Mas a coisa aqueceu ainda mais, tendo como resposta uma providência cautelar, que o semanário serviu conjuntamente com o Arroz de Polvo. Muito bem jogado, o Sol mereceu-nos as temperaturas amenas, ao trazer um clima mais Primaveril e transparente. 20 graus muito bem atribuídos.


Para não me acusarem de falar só de política, queria manifestar o meu apoio moral ao Sporting, que se isolou no continente Antártico depois de perder 4-1 com o Benfica. As coisas estão frias para o Sporting...


Termino desejando-vos um bom S, Valentim (que na minha terra é dia dos namorados e dos amigos) e um Carnaval animado. Com uma semana tão quentinha, tenham cuidado que vem aí uma corrente de frio polar. E não partam nenhuma perna a sambar!

 

LinkUma ideia de Essi Silva, às 22:38  Opinar

5.2.10

 

Hoje Portugal vive como sempre viveu. Em crise. Porém, a crise de hoje, segundo os especialistas está aliada a uma grave crise internacional. Esta situação fez tocar as campainhas no país, mas iremos certamente viver o mesmo que a nossa história recente ditou. Não será o FMI a vir salvar este cantinho na Europa, mas sim a União Europeia a vir dar uma mãozinha, e independentemente da cor política a governar, lá iremos cumprir as ordens externas e continuar no nosso caminho.

 

Portugal hoje não se pode fechar ao mundo. É neste contexto que é urgente passarmos da típica análise aos problemas que nos afectam, desde o défice, da dívida pública, da balança comercial desfavorável até aos típicos problemas do português de falta de planeamento, para novas soluções. O desenrascanço é, de facto, um traço luso. Mas, hoje Portugal vive num mundo global, somos apenas 10 milhões de portugueses, admito que podemos ser 11 milhões de portugueses, e como tal, para crescermos e gerarmos mais emprego, a internacionalização das nossas empresas torna-se urgente e premente. Ora, neste contexto, as empresas portuguesas necessitam de ir para o mercado externo, com algumas valências diferentes. É neste momento que surge a bandeira da inovação. Todos nós utilizamos a palavra inovação a toda a hora mas, na verdade, ela é apenas compreendida em parte ou utilizada de forma abusiva. A necessidade de apresentarmos ao mundo, em Portugal e em qualquer país um produto ou serviço diferente ou significativamente melhorado é a chave para um aumento do número de vendas e um crescimento da produtividade. As empresas devem encarar o futuro com um grau de especialização e de espírito sem aversão a mudanças, quer de modelos de negócio, quer de relações humanas. Deve existir um sentido de fomentar a inovação. Mas como? De facto, longe vão os tempos de que inovação era apenas e só uma ideia genial de um qualquer colaborador num determinado momento. Agora, os tempos são outros, o investimento em inovação carece de um processo claro de gestão de inovação. É um conceito que deve começar a entrar nas empresas portuguesas, quer sejam micro, nano, pequenas, médias ou grandes. Todos, sem excepção devem começar a fazer um esforço de gerir a inovação tanto intra-muros, como extra-muros através de vigilância ou acompanhamento dos mercados onde operam.

 

A inovação começa nos locais de trabalho, nas metodologias utilizadas e na sensibilização de todos para participarem com ideias, sugestões e opiniões. Do funcionário da fábrica ao CEO, do responsável de vendas ao Director Financeiro, é inegável que uma melhoria, uma nova ideia ou uma pequena alteração pode estar bem presente e permitir apresentar ao mercado global novas soluções de negócio. Deve, porém, existir um espírito claro: não reinventar a roda. Este é um erro, que muitas empresas, organizações e associações promovem. Fazer em duplicado só para mostrar serviço, só atrasa, só piora. Bem sei que hoje o mercado é competitivo. Mas cooperar, por vezes, pode ser bem mais rentável do que apenas competir por imitação ou seguidismo. É urgente a criação de uma cultura de inovação em Portugal. Essa cultura necessita de rigor, planeamento, coordenação. A comunicação interna como referi anteriormente é fundamental para a possibilidade inovar, mas deve ser acompanhada do envolvimento dos clientes das empresas e dos fornecedores. Inovação deve fazer parte das preocupações das administrações, da gestão de topo, deve ser claramente incentivada internamente.

 

Portugal precisa de uma sociedade civil forte. De empresas pujantes e com capacidade de crescimento acima da média. Não será na quantidade que iremos concorrer com os produtos/serviços de outros países, tem e só pode ser através da qualidade e de factores diferenciados. Não é ao Estado que compete salvar todas as empresas, o Estado deve ter aqui um papel de incentivar, deve apoiar de forma a dar asas e não subsidiar e garantir tudo a todos. O papel do Estado na Inovação do País deve ser feito internamente e nas estruturas da função pública, a torná-las menos burocráticas e mais eficientes. Neste caso é importante referir que o Plano Tecnológico tem dado alguns passos positivos nesse sentido. Mas não chega. É preciso mais e ir mais além. É preciso criar um espírito de inovação, de apelo à criatividade dos portugueses. Esse espírito poderá ser uma boa forma de aparecimento de empreendedores. Aproveitar o típico desenrascanço luso e introduzir planeamento e rigor só pode tornar Portugal um país competitivo e capaz de criar emprego e uma vida mais benéfica a quem mora neste país. Exemplos de sucesso em Portugal existem, exemplos de sucesso de portugueses na Diáspora existem, agora é tempo de Portugal ser um exemplo de sucesso e não apenas de casos isolados de sucesso.

Nota: texto publicado no Instituto Sá Carneiro: http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=500

LinkUma ideia de Diogo Agostinho, às 07:04  Opinar

1.2.10

 

Na conferência organizada pelo Diário Económico e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, ouvimos o nosso ilustre primeiro-ministro a afirmar o seguinte:


"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias. O défice orçamental português aumentou por uma boa razão - para responder à crise".

Segundo Sócrates,
"o facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".


Agora pergunto-vos: Será que é impressão minha ou o nosso Governo está a brincar com o contribuinte e com as contas públicas? Bem, quem brinca com fogo...

LinkUma ideia de Essi Silva, às 14:30  Opinar

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