23.2.11

Isabel I de Inglaterra, pouco tempo depois de ascender ao trono, ordenou purgas de católicos por todo o Reino. Ao contrário da sua predecessora católica que o havia feito contra os protestantes, Isabel I não o fez por facciosismo, fê-lo por razões de estado. Após concluir o projecto do seu pai e libertar Londres da dependência de Roma, Isabel decidiu não casar e declarar-se a monarca virgem, dando aos Ingleses um novo santo, um santo contemporâneo e nacional.


Com o crescimento gradual da componente social dos vários aparelhos Estado um pouco por todo o mundo, os líderes são cada vez menos vistos como políticos – na acepção clássica do termo, L’État n’est pas moi

Ao longo de toda a História, os líderes eram vistos como o centro dos assuntos de Estado. Para eles fluíam as receitas fiscais e deles derivava a iniciativa para os projectos nacionais. Com a consolidação do estado ocidental, soberano e burocrático, os líderes perderam esta centralidade no processo político.


A dramática ascensão económica que a Europa e o ocidente sofreram no século XIX graças à sua posição na vanguarda das descobertas tecnológicas e da evolução produtiva possibilitou também que vários governos pela Europa fora pudessem dedicar recursos financeiros à saúde pública e à educação. Simultaneamente, desde a revolução industrial que tem havido uma vontade de profissionalizar as forças armadas de modo a permitir que a população nacional se possa dedicar exclusivamente ao processo produtivo.


Mas consequências houve que acabaram por se revelar contra-producentes. Uma vez que as populações passaram a deter cidadania e com esta, privilégios de nascimento e direito à integridade física (segurança individual e salvaguarda em relação à violência bélica), se é verdade que a classe média melhorou o standard das condições de vida, também é verdade que as burocracias estatais acabaram sobrecarregadas com despesas que nunca antes haviam tido de gerir. As guerras por seu lado, passaram a ser vistas como prerrogativas elitistas e pouco relacionadas com o bem-estar das populações. O Estado científico ocidental de índole liberal exige pouco dos seus cidadãos constituintes e oferece muito.


No processo político democrático dos dias de hoje, os partidos dividem-se entre aqueles que defendem os interesses da classe média alta e os que representam as classes baixas. O chamado ‘centro’ que todos os partidos disputam - numa tentativa de lograr uma maioria eleitoral - é constituído pela classe média-baixa, a mesma que há um século atrás estava na pobreza e que é hoje remediada.


Neste contexto, a dinâmica política favorece a centralização do Estado numa crescente tentativa de assegurar recursos fiscais que assegurem a manutenção do Estado-social, i.e. saúde e educação pois são estes os sectores que hoje absorvem a maior parte dos recursos do orçamento de Estado. Por conseguinte, decorre naturalmente que numa sociedade de Estado-providência, os líderes políticos sejam perspectivados como assistentes sociais. À direita e nos partidos que defendem os interesses da classe média alta, os líderes querem-se como gestores mas a conquista do centro – ou seja do voto da classe média-baixa – obriga ainda assim ao discurso da assistência social, dos ‘candidatos do povo’. Sobretudo em países como Portugal aonde a classe média baixa impera.


Mas este ónus da assistência social deturpa a função do ‘líder’ do ‘político’ clássico, daquele que tem por função velar pelos interesses de Estado; do Estadista.

Assim se explica o endividamento incontrolável das repúblicas europeias (comportamento de nouveau riche da parte de estados pouco abastados), assim se explica a política externa guiada por valores caridosos e em detrimento de interesses nacionais, assim se explica o delapidar dos orçamentos da defesa e dos serviços de informações, assim se explica as incompatíveis reformas e políticas de diferentes partidos, consoante os interesses que defendem.


O sistema democrático é sustentável em estados aonde a consciência cívica impede divisões de maior em questões de interesse nacional. Não são frequentes as revoluções na Escandinávia ou nos países anglófonos. O mesmo não se passa em Portugal aonde um século de república implica já três regimes diferentes e um quarto no horizonte.

Aonde está a nossa Isabel I? Aonde está o caminho próprio e nacional?

Parte do futuro debate constitucional terá que ser a viabilidade de importarmos regras democráticas inadaptáveis à nossa realidade social.

 

 

Um texto do convidado Miguel Nunes Silva, co-autor no Psicolaranja e formado em Relações Internacionais pelo ISCSP


 

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 15:00  Opinar

28.1.11

 

 

Sim, avizinha-se um "bom" ano, que se irá tornar ainda mais dramático daqui por outros 12 meses, quando forem feitas e entregues as declarações de IRS, IRC e demais tributos, referentes ao presente ano / exercício!

Mas o problema coloca-se no imediato! É que o Janeiro está praticamente  acabado, já corre o ano fiscal de 2011, e a Direcção-Geral dos Impostos ainda não sabe como aplicar as novas provisões legais, que entraram em vigor com a Lei do OE 2011!
Tentando obter esclarecimentos junto dos mais altos superiores hierárquicos dos Serviços Centrais respectivos, a resposta é muito idêntica, e o esclarecimento é nulo: "não sabemos o que o Governo quer através das palavras do legislador"; "aguarda despacho, sem conhecimento do sentido do mesmo"; "consta do OE, e já está em vigor, mas falta Portaria que venha esclarecer quanto ao alcance da limitação / alteração"...

Dois exemplos: as polémicas alusivas ao art. 52o do CIRC e à Verba 2.15 do IVA, que ao lado de outras, se vão conjugando num misto de "não sei, não quero saber... E tenho raiva de quem sabe"!!

Estamos em 28 de Janeiro, meus Srs.!!!...

E se já Miguel Macedo acusou categoricamente o Governo, que nos deixou neste estado de sítio, de não ter consciência dos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses, pois então acreditem, e é preocupante, que a DGCI também não...!

Any thoughts on this one?!

 

Uma reflexão de Raquel Seno Vilão

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 13:27  Opinar

20.1.11

 

 

De uma comunicação social que parece gozar cada vez menos da liberdade que lhe é (à partida) inerente, de uma comunicação social que se acomoda aos tempos de crise e vende “as desgraças” e essas histórias floreadas que a procura parece demandar, como se de oxigénio se tratasse. Mas não será o papel desta comunicação social, destes mass media, que conseguem mudar a opinião de um país inteiro num abrir e fechar de olhos, tentar dar ao ser individual melhores ferramentas para que cumpra verdadeiramente a sua existência enquanto ser social, enquanto parte integrante de uma sociedade organizada?

 

Não critico sempre as temáticas em causa, denote-se que os media têm um papel informativo, critico a desprestígio e a abordagem, que em muito deixa a desejar no conteúdo e, consequentemente, na qualidade.

Mas parece-me, bem assim, que uma desgraça nunca vem só… Há depois a inércia, presente na maioria de nós… A inércia que leva ao “derrotismo patriótico”, à crise de valores, da moral e comportamentos éticos.

Espanto-me que assim seja, que haja esta mediocridade, esta falta de formação moral, esta falta de “entre-ajuda” (que lá fora é sobejamente conhecida como característica dos portugueses, sempre prontos a ajudar o próximo) e esta capacidade que temos de nos encontrarmos sempre na iminente vontade de desistir…

 

Haverá algo mais sincero do que esta minha simples abordagem?

 

Para mim, infelizmente, Portugal tem sido um reflexo da mentalidade do seu povo, especialmente no que se refere às últimas décadas, e será este um caminho longo a percorrer, para que isso mude. Contudo, espero que a minha (a nossa!) seja a geração da mudança, pautada pela vontade de fazer mais, melhor e diferente!

 

E é por isso que exijo nunca menos que estar rodeada de indivíduos pro-activos, daqueles que querem adquirir estas ferramentas por forma a que se liguem os motores, por forma a que se bata a porta à “saudade” e se abrace de novo uma atitude positiva e de “esperança” – também ela tão portuguesa!

 

É tempo de nos encontrarmos de uma vez por todas a nós próprios, para que nos possamos orgulhar do nosso Portugal, do nosso “cantinho” onde conseguimos ser tão cúmplices e tão próximos, deste nosso “cantinho” cheio de potencial!

 

 

 

Uma reflexão de Raquel Vilão

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 14:01  Opinar

 

 

Enquanto portuguesa que viveu fora durante 2 anos, e agora acabada de regressar, acabo por reparar que a reflexão que faço, quando olho à minha volta, é dotada de um certo criticismo comparativo. Não sei se isso é correcto ou não. As vivências e experiências não podem ser olvidadas, daí que rapidamente sinta a minha mente pulular entre os motivos que me fizeram voltar e os motivos que, na altura, me fizeram sair sem data de regresso marcada.

 

A verdade é que somos conhecidos pelas mais sobejas razões por esse mundo fora (não considerando os americanos que me perguntaram se Portugal era mesmo uma província de Espanha): desde as grandes conquistas marítimas (atenção que em Utrecht, na Holanda, até há uma avenida chamada Vasco da Gamalaan), ao país da boa comida…… ao país com um governo anedótico e, ultimamente, o país que destabiliza a moeda única europeia.

 

Confesso que quando penso nas coisas negativas, muitas vezes tendo, como referi, em compará-las com o país em que vivi 2 anos, tratando-se a Holanda de uma monarquia constitucional, de um povo unido q.b., mas mais frio, mais distante e menos cúmplice.

 

A nossa latinidade foi o que me fez querer voltar e abraçar este Portugal que é nosso, para que me fosse possível construir algo de que me possa orgulhar a médio-longo prazo.

 

Mais uma vez é este criticismo comparativo que me assombra, e não posso deixar de denotar o quanto tem ficado por fazer, por corrigir e por mudar em Portugal… Às vezes, sinto-me a viver num labirinto de espelhos!... Espelhos esses onde o nosso Governo, a Comunicação Social e grande parte do povo Português, parecem compor-se, num triângulo (pouco) amoroso.

 

De um Governo que nada faz e pouco dignifica, que mancha todo um povo e tradição, que deita sol para a peneira de todos nós. Mas em bom português se diz “mais cego é aquele que não quer ver”.

 

(Continua)


 

Uma reflexão de Raquel Vilão

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 14:00  Opinar

18.1.11

IMG_3317-Almoço Apoiantes-Famalicão

Portugal vive actualmente um difícil momento de crise, o mais grave da sua história recente. Esta crise não é só económico-financeira, o Estado, as instituições, a classe política, perderam a confiança dos Portugueses.

 

Os jovens, não obstante terem cada vez mais uma posição activa na sociedade civil, através do voluntariado, do associativismo estão cada vez mais afastados das questões políticas e da política activa. No momento que todos os jovens vivem agora, estão a ser tomadas decisões políticas que condicionam de sobremaneira o seu futuro, sendo pois fulcral ouvir a sua voz nessas diversas matérias.

 

O país precisa de novas formas de ver e de pensar e, pelo conhecimento impar, excelência e sereno desempenhar das suas funções enquanto Presidente da República, o Professor Cavaco Silva assume-se como o candidato que tem a capacidade e a força necessária de dar a voz, defender os interesses e Acreditar nos jovens portugueses.

 

Assim, o NESD-IST apela ao voto de todos os jovens, no dia 23 de Janeiro, no Professor Aníbal Cavaco Silva.

Há que não esquecer o seu percurso, sendo que este foi pautado por uma preocupação constante com os jovens e os seus desafios tão específicos. É impossível não estar a par do estrangulamento que sentimos na procura do primeiro emprego e nas dificuldades sentidas aquando da busca de independência.

 

Pois é com esta consciência que o Prof. Cavaco Silva foi um Presidente com um verdadeiro roteiro para a juventude que focou temas tão importantes como o empreendedorismo na sua vertente criadora e reformadora/ urbana e rural, associativismo jovem como exemplo de boas práticas e de componente cívica e de autonomia.

 

É também para colocar em campo soluções que revertam estas problemáticas, que o Professor Cavaco Silva deu um apoio determinante e tornou também a sua bandeira o Programa “Atreve-te 2010”, viu na educação uma demanda para o sucesso dos jovens e apelou em altura de crise no país para o apoio aos que são mais necessitados.

 

O Professor Cavaco Silva deve ser um desígnio que todos nós deveremos assumir como garante de Portugal enfrentar com sucesso esta difícil conjuntura.

 

Um texto do Núcleo de Estudantes Sociais-Democratas do Instituto Superior Técnico

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 11:32  Opinar

30.11.10

 

No passado fim-de-semana, todos os caminhos foram dar a Coimbra. O momento da grande decisão tinha chegado, o XXI Congresso da JSD. Na reunião magna desta grande estrutura apresentaram-se dois projectos, duas ideias, dois candidatos, duas personalidades distintas. Mas apenas uma vontade, um desejo comum: o bem-maior da JSD. De um lado, Carlos Reis e do outro Duarte Marques.


Ambos estavam à altura do desafio a que se propunham. Divergiram no estilo e na substância da dialéctica. Apresentaram-se aos militantes com os seus projectos, para devolver esperança a todos os jovens neste momento crítico que o país atravessa. Não obstante, e pese embora o facto de ser público que apoiei a candidatura do Duarte, foi-me possível identificar duas posturas e atitudes bastante assimétricas. Enquanto o Carlos Reis mostrou o seu material de campanha, o Duarte mostrou-se a ele mesmo. Se de um lado havia distância entre o discurso e os militantes, do outro lado havia proximidade e uma cultura humanista.


Foi o momento para avaliar o mandato da anterior CPN e decidir o futuro da JSD, mas também era a oportunidade de rever amigos. Nem só de trabalho vive o homem. E aqui reside a magia dos congressos. Era a ocasião de rever histórias, aventuras (dentro e fora da estrutura), de confraternizar, sendo que a circunstância de cada um apoiar mais ou menos explicitamente um dos dois candidatos não impediu que se gerasse um espírito de companheirismo e de amizade.


Após uma longa noite a fazer o balanço da anterior gestão da JSD, é de destacar que durante grande parte do dia de Sábado, vários grupos temáticos trabalharam afincadamente no sentido de serem apresentadas as melhores propostas nas diversas áreas que estavam em discussão. É de ressalvar e destacar o espírito de entrega e de disponibilidade com que este trabalho foi feito, onde o interesse colectivo se sobrepôs aos interesses pessoais. A JSD não é uma escola de “politiquice”. É uma organização de jovens sociais-democratas que se preocupa com os problemas da juventude no nosso tempo, assumindo uma atitude pró-activa, irreverente, mas muito responsável nas propostas e soluções que protagoniza.


Devo também confessar que, para mim, foi especialmente emotivo o facto de este ter sido o meu primeiro Congresso da JSD enquanto militante da B. Finalmente, estou a trabalhar com amigos, que simultaneamente são quadros de excelência da JSD e que me fazem acreditar num futuro melhor. Sinto-me em casa. E aqui é indissociável o contributo inestimável que o nosso João Gomes da Silva prestou à candidatura do Duarte, tendo, muito justamente, sido nomeado Secretário-Geral Adjunto da CPN.


Foi também um momento de despedida porquanto alguns membros da nossa família partidária abandonaram este barco para entrar num navio maior. Pedindo desculpa a todos os militantes que saíram e que expressamente aqui não vou mencionar, não posso deixar de referir os nomes do Pedro Rodrigues, Daniel Fangueiro, António Leitão Amaro, Joaquim Biancard Cruz por todo o contributo que nos deram. Pessoalmente são pessoas que me marcaram, e por isso mesmo não posso deixar de dizer: Obrigada. Nós, os que ficamos, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para honrar o legado que nos deixaram.


O Duarte trabalhou durante meses. Correu o país de Norte a Sul, passando pelas Ilhas. Ouviu e sentiu. Superou-se na entrega e na capacidade de mobilizar e de motivar os jovens militantes a lutarem a seu lado. O esforço foi compensado com uma confortável vitória em Congresso. Jamais esquecerei a subida do Duarte ao palco, e a sua primeira palavra do seu inspirado discurso de vitória – Obrigado. Jamais esquecerei a presença do Dr. Pedro Passos Coelho, demonstrando a sua sensibilidade com os problemas dos jovens. Jamais esquecerei a música “Coimbra tem mais encanto” cantada ao vivo pelo Congresso inteiro. Jamais esquecerei o orgulho que senti a cantar o hino da JSD, a plenos pulmões, mais com o coração do que com a voz. Jamais esquecerei o arrepio que me causou o hino nacional. Foi mágico. Parabéns Duarte, Parabéns JSD!

 

 

Um texto de Inês Rocheta Cassiano

LinkUma ideia de JSD Secção B
Editado por Essi Silva em 13/01/2011 às 16:19, às 20:09  Mais opiniões (2) Opinar

11.10.09

A JSD da Secção B desafiou-me a escrever um post para o seu blog. Devo, em primeiro lugar, agradecer o convite e dizer me sinto honrado com a proposta. A JSD da B, onde eu dei os primeiros passos na política, foi e é uma jota que se mantém na linha das boas práticas. Foi e é a jota em que me revejo!

 

Agora que termina a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, no final de um ciclo de três actos eleitorais muito intensos, aproxima-se um mandato de quatro anos em que os autarcas que serão eleitos vão poder pôr em prática as suas propostas e cumprir os compromissos que anunciaram.

 

Fazer política é servir a comunidade, defender os seus interesses, contribuir para melhorar a vida das pessoas e o meio em que vivem, procurar corresponder às expectativas da comunidade. Isto é a política que vale a pena. Muito mais do que as contendas partidárias internas, política faz-se para fora e não para dentro. O partido deve ser apenas instrumental para colocar em prática políticas.

 

A minha experiência política começou precisamente quando era militante da JSD e aceitei o desafio de me candidatar à assembleia de freguesia de São João de Brito vindo a integrar o executivo. Depois dessa gratificante experiência, cresceu o gosto pela política autárquica e pela cidade, tendo ainda, enquanto militante da JSD, sido eleito como deputado municipal em Lisboa e também como vereador na Câmara Municipal de Lisboa. Têm sido oportunidades de fazer política para as pessoas.

 

Para quem gosta de política, a experiência autárquica com as características particulares de permitir contactar com os eleitores e por estes ser reconhecido, bem como concretizar projectos que satisfaçam os anseios da comunidade, é uma oportunidade ímpar para fazer política.

Enquanto candidato do PSD à Assembleia Municipal de Lisboa, quero testemunhar e agradecer o apoio e o empenho da JSD da Secção B na campanha eleitoral, com destaque para as acções que se realizaram nas freguesias da Secção e que só foram possíveis com a participação alegre e numerosa da jota da B.

 

Aos futuros autarcas da JSD da Secção B, bem como aqueles que, mesmo não sendo eleitos, se envolveram na elaboração das propostas e nas listas candidatas às freguesias da Secção B, desejo que a oportunidade que tiveram possa ser o início de uma experiência de prática política que se venha a traduzir na concretização de propostas em benefício da comunidade e ou defesa dos seus interesses.

 

Por fim, na expectativa de vir a ser eleito, mas mesmo que tal não sucedesse, quero deixar aqui expressa a minha total disponibilidade para colaborar com a JSD sempre que puder ser útil, esperando também contar com o seu apoio no desempenho das minhas funções a bem cidade de Lisboa.

 

(Texto elaborado por António Prôa, Presidente de Mesa do PSD da Secção B e candidato a deputado municipal de Lisboa)


LinkUma ideia de JSD Secção B, às 11:48  Opinar

7.10.09

 

 Agora que a o PSD enfrenta o desafio da campanha eleitoral para as Autarquias Locais, muitos jovens quadros preparam-se para exercer um cargo no poder local – alguns pela primeira vez, outros numa nova posição.

 

O orgulho e a responsabilidade que esta situação impõe, trazem com eles sentimentos de antecipação e ansiedade sobre o carácter do trabalho, não só como autarca – o representante que está mais próximo do seu eleitorado no regime democrático português – mas como jovem autarca, como porta-voz da juventude para este fórum de poder local.

Vários são os desafios que se impõem a estes jovens. Começar a trabalhar num ambiente onde a generalidade das pessoas não só é mais velha mas, acima de tudo, tem mais experiência do que ele e habituar-se a padrões e processos de funcionamento novos (e nem sempre intuitivos) são geralmente os principais.

 

A verdade é que se aplica a frase feita de que os desafios são oportunidades. Antes de mais, a chegada de uma perspectiva fresca a um órgão político pode ser uma grande vantagem, precisamente por contribuir com um olhar não formatado por anos de discussões dentro de certos trâmites. Mas a novidade pela novidade pode ser um pecado ainda maior. Uma nova perspectiva e uma nova forma de actuar, padrões pelos quais a JSD sempre se pautou especialmente - e pelos quais os seus melhores quadros são conhecidos (e reconhecidos) – exigem sobretudo seriedade, responsabilidade e determinação – outros três padrões que sempre acompanharam os membros da JSD no exercício das suas funções.

 

No âmbito específico do trabalho autárquico, isto implica que o jovem autarca deve não só conhecer bem as questões relativas à sua autarquia, mas também reflectir sobre elas, sobre as possíveis soluções, e sobre novas formas de as abordar e resolver. Implica que o jovem autarca deve contribuir construtivamente em todas as fases do processo político, desde o planeamento à implementação, dando simultaneamente ouvidos à sua irreverência e à experiência de outros.

 

Afinal, é nesse equilíbrio que está a mais valia do jovem da JSD: onde a experiência e conhecimento de caminhos trilhados se encontra com a irreverência e determinação dos caminhos por traçar.

 

A todos os candidatos, muito boa sorte.

 

(Texto elaborado por José Pedro Salgado, Presidente de Mesa da JSD/B e membro da Assembleia de Freguesia de Alvalade)

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LinkUma ideia de JSD Secção B, às 17:55  Opinar

24.9.09

 A Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico, em conjunto com a Juventude Social Democrata e a Juventude Socialista, vai organizar um debate na sexta-feira, dia 25 de Setembro, no âmbito das Eleições Legislativas 09.

Estarão presentes Duarte Cordeiro (Secretário Geral da JS) e Pedro Rodrigues (Presidente da JSD) naquele que será o grande  debate da juventude antes da data das eleições. 

 

Numa altura de crucial importância para o país, em que enfrentamos não só uma crise económica mas igualmente de credibilidade no poder político, consideramos que é essencial um debate no seio da Universidade. Temas tão essenciais como a Educação, organização da rede de ensino e políticas jovens de habitação e emprego, entre outros, são determinantes para o projecto a longo prazo que queremos para Portugal. 

 

Consideramos nossa obrigadação contribuir para o esclarecimento de toda a comunidade académica e sociedade em geral. Deste modo, o apelo ao voto no próximo dia 27 toma também lugar. 

 

Todos estão convidados a estar presente no Bar da AEIST às 12:30 para assistir àquele que será o Debate da Juventude.

 

 

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LinkUma ideia de JSD Secção B, às 12:21  Opinar

15.9.09

 

Na sequência dos últimos debates televisivos e da invasão de propostas políticas a que temos assistido, deparei-me com uma situação controversa e que me chamou logo a atenção - Obras Públicas e, em particular, o TGV.

 

Muito se tem falado, pouco se tem esclarecido e muitas pessoas continuam sem perceber se será ou não benéfico fazer investimentos como estes, dada a insustentável situação em que se encontra a nossa dívida pública, ano após ano.

 

Antes de mais, julgo ser necessário, para entender este imbróglio de palavras trocadas entre os líderes partidários, definir correctamente um conceito essencial – Investimento.  Ora, investir, genericamente, é evitar algum consumo imediato e aplicar os bens assim poupados numa actividade económica, com o fim de aumentar a riqueza. Investir não é criar emprego, senão subsidiariamente.

 

Acontece que os socialistas têm vindo a dizer, insistentemente,  que investir no TGV é necessário, primeiro, porque vai empregar muita gente e, em segundo lugar, porque nos vai resolver o problema da nossa periferia, ligando-nos à Europa.

No entanto, já sabemos que investir não tem por finalidade primeira criar emprego, mas sim riqueza, e ninguém conseguiu, até agora, provar que o TGV vai criar riqueza neste País. Portanto, se o TGV não é rentável, a enorme dívida que vamos assumir para o construir, vai ser paga com quê?

 

Quanto à questão da periferia, temos de sugerir aos que dizem que temos esse problema que abram os olhos e vejam o “mapamundi”,  para poderem responder à seguinte questão: quantos países existem no mundo que estão no centro geométrico de quatro continentes e têm uma zona económica marítima dez vezes a área do seu território?

 

Resposta: além de Portugal, não conheço mais nenhum! Portugal, por via marítima, e graças ao Oceano Atlântico onde sempre se sentiu “em casa”, pode chegar à Europa, à África, à América do Sul e do Norte. E, sem grande esforço adicional, está na Àsia.

Periferia? Que cegueira…

 

Para justificar o investimento em Obras Públicas, Sócrates disse, e bem: “ as obras públicas, foram uma arma essencial para os EUA ultrapassarem a Grande Depressão dos anos 30”. É verdade, historicamente foi assim. Mas Sócrates parece esquecer-se de um “pequeno” detalhe, que faz toda a diferença: é que, nos EUA, naquela época, quando se construía uma auto-estrada, não só se aumentava de imediato o emprego como, de seguida, os americanos iam comprar carros à General Motors, ou à Ford, e camiões à Chrysler, gerando valor para a indústria automóvel americana. Depois, usavam as auto-estradas para baixar o preço dos transportes de longo curso, aumentando de imediato o tráfego de mercadorias e o comércio entre Estados. Por isso, esse investimento em infra-estruturas públicas gerou, de facto, muita riqueza e estimulou toda a economia dos Estados Unidos.

 

Ora nada disso vai acontecer aqui, porque o Português, coitado, depois de, na maior das alegrias, construir as tais estradas ou, neste caso, o TGV, acaba a comprar carros à Alemanha, ou à França, ou a ir buscar leite de refugo à Europa, enquanto os nossos produtores empobrecem com a baixa de preços! Em resumo, ficamos endividados com as obras públicas, mas o dinheiro distribuído durante a sua construção só servirá para criar riqueza nos parceiros europeus, enquanto foram eles a produzir a maioria dos bens que consumimos, e não tivermos nada para lhes vender em troca!

 

Vamos investir, pois, mas para criar riqueza!

 

Inevitavelmente, bom investimento estimulará a actividade económica, e acabará gerando emprego sustentável. Claro que, para investir assim, é preciso saber como se cria riqueza – e aí sim, é que está o nosso verdadeiro problema.

 

Primeiro, em Portugal existem preconceitos esquerdistas contra as empresas, os empresários, o lucro, que afastam da nossa cultura, dos nossos hábitos e dos nossos sonhos o paradigma base da economia livre e capitalista: a iniciativa de cada um, o trabalho árduo, a poupança, o investimento, a empresa, o lucro. Afastam, também, os mais capazes e os mais audaciosos, que são atraídos para os Países onde as oportunidades existem.  

 

Em segundo lugar, numa economia mundial aberta e concorrencial, criar riqueza pressupõe fazer coisas melhores que as já existentes, para conquistar mercado. Não basta o velho planeamento das “sociedades socialistas”, que ruíram economicamente com a queda do Muro. E quando ouvimos o secretário-geral do Partido Comunista falar em investimento como “fortalecimento do aparelho produtivo”, sabemos que esta a falar do velho “planeamento”, do investimento público decidido nos gabinetes da política partidária, dos políticos “determinados”, como Sócrates…

 

Parece que não aprendemos nada com as desgraças e os falhanços do século XX.

 

(Texto elaborado por Miguel Botelho, vogal da CPS - Secção B)

LinkUma ideia de JSD Secção B, às 17:57  Mais opiniões (1) Opinar


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