19.1.11

 

Farão este ano 37 anos que se deu a Revolução dos Cravos.

O sonho que era a ditadura, em 30 anos, tornou-se para alguns numa realidade. Para outros uma desilusão.

A RTP a 25 de Março de 2007, anunciava no seu programa "Os Grandes Portugueses" que o vencedor, Grande Português, fora o político, ditador, António de Oliveira Salazar, com 41% dos votos.

 

Agora, 3 anos depois, um estudo vem dizer-nos que para 46% dos inquiridos, a conjuntura económica e social actual é considerada pior, ou muito pior, em comparação com o país antes do 25 de Abril.

 

Os resultados do estudo “As escolhas dos Portugueses e o Projecto Farol”, um inquérito a 1002 pessoas realizado pela consultora Gfk, informa-nos também que para 81% dos lusos, o principal problema nacional é o desemprego, seguindo-se o sistema de saúde e o endividamento das famílias.

A grande maioria (78 %) acha que o país está a optar pelo caminho errado e mais de metade (53 %) considera que a situação económica e social do país será pior ou muito pior no prazo de dez anos.

Quanto à confiança no sistema político, essa é embaraçosa. Cerca de 90 % dos inquiridos dizem desconfiar ou confiar muito pouco na classe política e nos Governos, 89 % nos partidos políticos e 84 % na Assembleia da República. Os tribunais, os sindicatos e a administração pública reúnem também elevados níveis de desconfiança.

Ainda assim, 74% dos portugueses acham que o Estado deve contribuir sempre para a competitividade e o desenvolvimento de Portugal. Apesar da desconfiança, 64 % dos portugueses considera que o voto é a melhor forma de alterar a sociedade.

 

É este o Portugal que queremos para nós e os nossos filhos, em que 37 anos de democracia nos podem fazer preferir um regime totalitário?

LinkUma ideia de Essi Silva, às 12:30  Opinar

De Diogo Agostinho a 19 de Janeiro de 2011 às 13:19
Acho que essa conclusão está errada! Não vejo a situação como preferir um regime totalitário...os inquiridos dizem que as condições económico-sociais estão piores. O que é bem diferente de quererem um regime que nem um ai, nem um blog destes podia existir!

De Essi Silva a 19 de Janeiro de 2011 às 13:31
Portanto, tu achas que apesar de haver aparentemente mais miséria, é preferível essa consequência, a não termos liberdade?

De Diogo Agostinho a 19 de Janeiro de 2011 às 13:44
Acho que triste vai o País, que tem que optar entre miséria e liberdade. Mas não pertencemos a um Partido e uma Jota? Não é nosso dever apresentar soluções? Para que as pessoas em liberdade escolham?

De Essi Silva a 19 de Janeiro de 2011 às 14:02
Oh Diogo, sabes perfeitamente, que por mais que tentemos apresentar soluções, é muito difícil a curto prazo solucionarmos os problemas.
Num primeiro lugar porque não somos Governo, o que quer dizer que temos a vida dificultada.
Em segundo lugar porque a destruição que o Governo socialista tem vindo a fazer há de demorar muito a ser resolvida.
Em terceiro lugar, por mais que o PSD faça um milagre, a tua e a minha geração já estão a ser afectadas.

Eu não defendo uma ditadura. Só alerto que a democracia nas mãos do PS não tem sido um sucesso, muito pelo contrário. Se a direita pode ser sinónimo de fuzilamento, a esquerda é sinónimo de veneno.

De Pedro Miguel S.M. Rodrigues a 19 de Janeiro de 2011 às 15:23
Há algo que a Lei escrita não consegue mudar, há algo que os discursos políticos não consegue mudar: é o feeling da população sobre a situação do país. Este estudo não surge por acaso, apesar de terem sido 1002 inquiridos. Algo que a Política nunca deve negar é o sentimento generalizado que a população sente, no seu bolos, na sua vida, na sua casa.

Não me admira nada que este sentimento seja directamente influenciável pela situação de crise em que vivemos, e de crise de regime em que vivemos. E não creio que isto signifique que os inquiridos queiram o regresso da ditadura salazarista. Parece-me que é mais um sentimento de revolta perante o estado do País, fruto de políticas mal pensadas e mal executadas desde há mais de duas décadas. PS e PSD não estão separados nas culpas, mas claro, não é politicamente correcto dizer isto. Em suma, é realmente necessáro um profundo lifting nesta política portuguesa

De andremega a 21 de Janeiro de 2011 às 01:12
Quanto ao estudo, a unica justificacao que vejo para os resultados e a revolta que as pessoas estao a sentir pelo estado poltico-economico actual. Apesar de se terem registado crescimentos economicos signficativos durante a ditadura, niguem que pondere sobre o assunto pode afirmar que as condicoes sociais e economicas de hoje em dia sao piores. Basta olhar a volta e ver a quantidade de produtos / servicos facilmente ao nosso alcance, as facilidades de comunicacao e networking, a essencial liberdade de expressao, e milhentos outros factos. Tudo conta. E quem mesmo assim quem nao gostar pode usufruir de outra vantagem que ganhamos: emigrar sem dar justificacoes a ninguem.

(desculpem a falta de assentos)

De Essi Silva a 22 de Janeiro de 2011 às 17:06
Será que as pessoas não esperavam mais da democracia em que vivemos?

De André Mega Fernandes a 25 de Janeiro de 2011 às 01:06
Sim, claro. Mas isso não é justificação para estas manifestações saudosistas totalmente irreflectidas.

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