7.4.10

Como já vai hora adiantada e amanhã há uma tomada de posse, não deixo de partilhar um pensamento intímo e existencialista, formulado numa data qualquer, numa hora indeterminada, num local perdido da capital das sete colinas.

 

"Passos assume-se como liberal, mas não é suicida. Entre as suas primeiras proclamações de há dois anos e a moção de estratégia que apresentou às directas de há 15 dias várias coisas mudaram. O próprio Mira Amaral, ex-ministro da Indústria dos governos Cavaco e apoiante declarado de Pedro Passos Coelho, assume que no livro "Mudar" o agora líder matizou algumas das suas posições, embora "a matriz de diferenciação do PS esteja lá". Porém, o próprio Mira Amaral admite que no exercício do poder seja essencial "suavizar posições liberais em nome do realismo eleitoralista"." Jornal i online, publicado a 06 de Abril de 2010, artigo de Ana Sá Lopes

 

 

E assim se faz avançar um país... porque é preciso realismo eleitoral... Vivas ao politicamente correcto!! Ah como adoro esta ética republicana...


LinkUma ideia de Pedro Miguel S.M. Rodrigues, às 23:18  Opinar

De Pedro Moreira a 8 de Abril de 2010 às 00:36
Paralelamente, não vejo muitas pessoas do PSD a seguir essa "ética republicana" e a não agir puramente de acordo com esse "realismo eleitoralista"...

Pior: o PSD opina em ser governado por um tipo desses.

De Pedro Miguel S.M. Rodrigues a 9 de Abril de 2010 às 17:44
Caro Pedro Moreira, desde já agradeço o comentário. Especificando aquilo que me levou a colocar este post...

O que eu critico, achando deplorável, é a constante frequência que os partidos recorrem, não só o PSD mas todos, a estas expressões vazias que nada mais qerem dizer que nada se vai fazer, daquilo que importa e é urgente que se faça. Atrás deste "realismo eleitoralista" está subjacente, penso eu, uma ideia de fraqueza, por um lado, e de puro tacticismo político da pior espécie.

Não é uma crítica que faço especificamente a Pedro Passos Coelho, neste caso calhou um apoiante seu exprimir esta opinião escabrosa. Porém é uma crítica que faço a um estilo de política que discordo profundamente e sim, criticarei Pedro Passos Coelho, de forma veemente se escolher progredir por este caminho. Dou-lhe o benefício da duvida até prova em contrário.

Por estas e por outras em coloco a questão final: é isto a ética republicana tão apregoada no centenário da República? Enganar os eleitores com propostas eleitoralmente realistas, que apenas arrastam os problemas? Ter medo de propôr o que deve ser proposto? Ficam as interrogações...

Especificamente o problema do PSD não é este, é um problema da política em geral. O verdadeiro problema do partido é muito mais profundo, algo que eu no post anterior comecei a desenvolver e que terá mais ideias nos próximos dias.

De Pedro Moreira a 11 de Abril de 2010 às 03:20
Caro Pedro Rodrigues, obrigado por ter respondido ao meu comentário que, apesar de curto e insignificante, tinha nele todo esse desgosto que partilho consigo.

No entanto, discordo quando afirma que este "realismo eleitoralista" é generalizado. Com certeza, cada partido tem os seus interesses. Mas o PS e o PSD são tentações tremendas para os oportunistas de todas as espécies e isso porque, contrariamente a pequenos partidos como o BE ou o CDS, o PSD e PS andaram anos a conformar-se com os lugares vencedores que eles tinham já a partida. Ou seja, em vez de o PSD incentivar os seus militantes em lutar a favor de um ideal diferente do seu rival, andaram puro e simplesmente a fazer o contra de um outro ideal que, temos de reconhecer, nem é muito diferente do seu. Hoje em dia, o PS é PSD e vice e versa sobre o plano ideológico.

Que seja lutar a favor do Marxismo ou do Liberalismo, os pequenos partidos têm um verdadeiro ideal onde caminham e onde os oportunistas são vistos como intrusos, barreiras. O PSD e o PS têm um objectivo: destruir o outro. O oportunista até pode ser bem visto nesta cruzada contra o "mau". E é este o caso de Passos Coelho. Ele é oportunista (sem duvida nenhuma) mas pode derrotar o "mau". E ai caímos de novo no ciclo vicioso de arrastar o problema.

E tudo isso em nome de partidos nem em nome do povo, pequeno detalhe que esquecemos frequentemente.

De Pedro Miguel S.M. Rodrigues a 11 de Abril de 2010 às 19:58
Caro Pedro Moreira, é sempre prazer responder a comentários, mesmo que o considere como curto e insignificante. Considero que a palavra tem um papel importantíssimo no essclarecimento das pessoas e é a discutir, de forma civilizada, que se consegue chegar a conclusões.

O meu pensamento está fortemente influenciado pela experiência que tive no estrangeiro, que me levou a conhecer estilos de política que estão mais próximos daquilo que penso e defendo. Claro que não caio na armadilha da utopia, ao pensar que existem sistemas políticos perfeitos. Em todos existe este problema, de contínuo atirar de areia para os olhos dos eleitores, de forma a agradar-lhes e conseguir apenas votos. Penso que não minto se disser que um sistema uninominal como o inglês poderia ser uma solução a pensar como maneira de iniciação de resolução deste problema...

Cada vez mais acredito que o binómio esquerda/direita, nascido na Revolução Francesa, se esbate cada vez mais, especialmente em tempos de crise económica e social. Vejamos, em termos pragmáticos, as soluções que o PS encontra, como Governo, para ultrapassar esta crise. O esbatimento das diferenças é cada vez maior, especialmente e há que o reconhecer, nos dois maiores partidos. E aí é preciso apontar directamente o dedo aos dirigentes actuais e antigos dirigentes de não terem a coragem política e pessoal de proporem soluções novas para os problemas de sempre.

Concordo consigo, caro Pedro Moreira, quando me fala das "tentações tremendas para os oportunistas de todas as espécies e isso porque, contrariamente a pequenos partidos como o BE ou o CDS, o PSD e PS andaram anos a conformar-se com os lugares vencedores que eles tinham já a partida". E cito-o, se me permite, porque acho que toca no ponto essencial desta pequena mas importante questão. O poder, pelo poder, a única coisa que os faz correr, terem o classificado tacho.

Espero que Pedro Passos Coelho repersente uma nova visão, dou-lhe o benefício da dúvida e o que se passou no mais recente Congresso do PSD agradou-me, apesar de ainda precisar de analisar melhor

De Abel Veloso a 19 de Abril de 2010 às 19:14
O número de listas que apareceram para o Conselho Nacional é um sintoma eloquente do estado do partido e da democracia em Portugal...

De Pedro Miguel S.M. Rodrigues a 25 de Abril de 2010 às 03:28
Apesar do adiantar da hora e da ressaca de mais uma goleada do meu Benfica que me deixou, once again , rouco, não deixo de responder.

Caro Abel Veloso, desde logo, as minhas desculpas por responder tardiamente, a más horas e bastantes dias depois, mas a vida pessoal de estudante e dirigente associativo, mais pensador ideológico nas horas vagas que me restam, tiraram-me tempo para escrever aqui ultimamente.

Agrada-me a ideia que haja várias listas para o Conselho Nacional, a unanimidade sempre me fez espécie, sempre a encarei como uma espécie de ditadura silenciosa ditada pela própria democracia, justificando-se com uma qualquer pretensão de domínio intelectual e arrogante superioridade. Mas quem sabe, pode ser que esteja errado, adoro que me contrariem e provem que não tenho razão. Apologista de várias listas, de concorrência interna, pois a concorrência ajuda a buscar e conseguir o mérito, mas não sejamos ingénuos. Um número assinalável de listas não quer dizer, automaticamente, algo positivo: a quantidade não significa qualidade.

Mantenho o que já disse em prévia resposta, vou dar o benefício da dúvida à equipa de Passos Coelho. Safou-se bem no discurso de encerramento, gostei da ideia de revisão constitucional, se bem que não chega; gostei do dito "plano B" para o PEC, mas também não chega.

O estado da democracia em Portugal é algo que realmente merece um longo post, mas que apenas será possível quando tiver em dia de diarreia mental. Espero um dia destes conseguir

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