5.2.10

 

Hoje Portugal vive como sempre viveu. Em crise. Porém, a crise de hoje, segundo os especialistas está aliada a uma grave crise internacional. Esta situação fez tocar as campainhas no país, mas iremos certamente viver o mesmo que a nossa história recente ditou. Não será o FMI a vir salvar este cantinho na Europa, mas sim a União Europeia a vir dar uma mãozinha, e independentemente da cor política a governar, lá iremos cumprir as ordens externas e continuar no nosso caminho.

 

Portugal hoje não se pode fechar ao mundo. É neste contexto que é urgente passarmos da típica análise aos problemas que nos afectam, desde o défice, da dívida pública, da balança comercial desfavorável até aos típicos problemas do português de falta de planeamento, para novas soluções. O desenrascanço é, de facto, um traço luso. Mas, hoje Portugal vive num mundo global, somos apenas 10 milhões de portugueses, admito que podemos ser 11 milhões de portugueses, e como tal, para crescermos e gerarmos mais emprego, a internacionalização das nossas empresas torna-se urgente e premente. Ora, neste contexto, as empresas portuguesas necessitam de ir para o mercado externo, com algumas valências diferentes. É neste momento que surge a bandeira da inovação. Todos nós utilizamos a palavra inovação a toda a hora mas, na verdade, ela é apenas compreendida em parte ou utilizada de forma abusiva. A necessidade de apresentarmos ao mundo, em Portugal e em qualquer país um produto ou serviço diferente ou significativamente melhorado é a chave para um aumento do número de vendas e um crescimento da produtividade. As empresas devem encarar o futuro com um grau de especialização e de espírito sem aversão a mudanças, quer de modelos de negócio, quer de relações humanas. Deve existir um sentido de fomentar a inovação. Mas como? De facto, longe vão os tempos de que inovação era apenas e só uma ideia genial de um qualquer colaborador num determinado momento. Agora, os tempos são outros, o investimento em inovação carece de um processo claro de gestão de inovação. É um conceito que deve começar a entrar nas empresas portuguesas, quer sejam micro, nano, pequenas, médias ou grandes. Todos, sem excepção devem começar a fazer um esforço de gerir a inovação tanto intra-muros, como extra-muros através de vigilância ou acompanhamento dos mercados onde operam.

 

A inovação começa nos locais de trabalho, nas metodologias utilizadas e na sensibilização de todos para participarem com ideias, sugestões e opiniões. Do funcionário da fábrica ao CEO, do responsável de vendas ao Director Financeiro, é inegável que uma melhoria, uma nova ideia ou uma pequena alteração pode estar bem presente e permitir apresentar ao mercado global novas soluções de negócio. Deve, porém, existir um espírito claro: não reinventar a roda. Este é um erro, que muitas empresas, organizações e associações promovem. Fazer em duplicado só para mostrar serviço, só atrasa, só piora. Bem sei que hoje o mercado é competitivo. Mas cooperar, por vezes, pode ser bem mais rentável do que apenas competir por imitação ou seguidismo. É urgente a criação de uma cultura de inovação em Portugal. Essa cultura necessita de rigor, planeamento, coordenação. A comunicação interna como referi anteriormente é fundamental para a possibilidade inovar, mas deve ser acompanhada do envolvimento dos clientes das empresas e dos fornecedores. Inovação deve fazer parte das preocupações das administrações, da gestão de topo, deve ser claramente incentivada internamente.

 

Portugal precisa de uma sociedade civil forte. De empresas pujantes e com capacidade de crescimento acima da média. Não será na quantidade que iremos concorrer com os produtos/serviços de outros países, tem e só pode ser através da qualidade e de factores diferenciados. Não é ao Estado que compete salvar todas as empresas, o Estado deve ter aqui um papel de incentivar, deve apoiar de forma a dar asas e não subsidiar e garantir tudo a todos. O papel do Estado na Inovação do País deve ser feito internamente e nas estruturas da função pública, a torná-las menos burocráticas e mais eficientes. Neste caso é importante referir que o Plano Tecnológico tem dado alguns passos positivos nesse sentido. Mas não chega. É preciso mais e ir mais além. É preciso criar um espírito de inovação, de apelo à criatividade dos portugueses. Esse espírito poderá ser uma boa forma de aparecimento de empreendedores. Aproveitar o típico desenrascanço luso e introduzir planeamento e rigor só pode tornar Portugal um país competitivo e capaz de criar emprego e uma vida mais benéfica a quem mora neste país. Exemplos de sucesso em Portugal existem, exemplos de sucesso de portugueses na Diáspora existem, agora é tempo de Portugal ser um exemplo de sucesso e não apenas de casos isolados de sucesso.

Nota: texto publicado no Instituto Sá Carneiro: http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=500

link directopostado por Diogo Agostinho, às 07:04  comentar

1.2.10

 

Na conferência organizada pelo Diário Económico e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, ouvimos o nosso ilustre primeiro-ministro a afirmar o seguinte:


"Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias. O défice orçamental português aumentou por uma boa razão - para responder à crise".

Segundo Sócrates,
"o facto de o Estado português ter decidido aumentar o seu défice foi para resolver os problemas e numa dimensão em linha com as outras economias. Não se elevou demasiado, mas sim em linha com a média dos países evoluídos e numa proporção aceitável".


Agora pergunto-vos: Será que é impressão minha ou o nosso Governo está a brincar com o contribuinte e com as contas públicas? Bem, quem brinca com fogo...

link directopostado por Essi Silva, às 14:30  comentar

16.1.10
 
Há pouco vi esta caricatura bastante sui generis.
Abordando a condecoração pelo Presidente da República de Pedro Santana Lopes, mediante o seu contributo enquanto Primeiro-Ministro, dúvidas se levantam.
 
Enquanto alguns acham que a condecoração é um prémio por Cavaco ter sido responsável pela situação em que Pedro Santana Lopes se encontra, outros acham que é uma oferenda demasiado preciosa para o trabalho o ex-Primeiro Ministro durante o seu mandato.

Não sou "Santanete". De facto, durante muito tempo acusei Santana Lopes pelo Rise & Fall do PSD, alterando substancialmente de opinião ao longo dos tempos.
 
É que muitas vezes me esqueço, que a realidade retratada pelos Media não tem de ser 100% correcta.
Se Santana Lopes foi "dispensado" das suas funções governativas, não implica que fosse um PM incompetente, mas sim um político que se rodeou mal e que apanhou com um governo desamparado nas mãos, um género de bomba-relógio.

Em relação às companhias é óbvio que os seus amigos eram na verdade inimigos, incapazes de fazer aquilo que lhes competia em vez de se meterem em birras pessoais.
Há algo que nunca me esquecerei, quando ouvi Cavaco Silva, a falar dum Primeiro Ministro do SEU partido,  num artigo de opinião publicado no jornal Expresso, no qual criticava o fraco desempenho do Governo na área económica portuguesa, o que iria levar o País a continuar a empobrecer até 2006, defendendo ser preciso "afastar os maus políticos".
A isto se iria aliar a demissão súbita do Ministro da Juventude, amigo pessoal de Santana.
 
No que toca à bomba-relógio, estou certa que com a quebra de segurança política devido à transmissão de Primeiro-Ministro, Jorge Sampaio não podia ficar mais satisfeito ao ver José Sócrates a tomar de novo o poder para os socialistas.
Não digo que Santana foi uma vítima, mas teve algum azar com o que lhe fizeram,  podendo comprovar a sua competência se até os seus próprios companheiros de partido o auxiliassem.

Isto tudo para dizer, que Santana Lopes não é menos merecedor da condecoração que qualquer outro ex Primeiro-Ministro. No entanto, parece-me um pouco caricato que quem o vá condecorar, seja precisamente um dos responsáveis pela sua queda.

 

link directopostado por Essi Silva, às 12:37  ver comentários (1) comentar

4.1.10

É nestas alturas, que costumamos fazer uma retrospectiva do nosso trabalho e analisar a conjuntura que nos rodeia nesta nova entrada em 2010.

 


2009 - Um Flashback pela Secção B




Após as eleições em Maio para uma nova Comissão Política de Secção, novos caminhos foram delineados de modo a desenvolver uma Secção mais coesa, mais forte e com uma maior aproximação aos militantes.

As Europeias estavam à porta e apesar de renovada, a Secção B não só esteve presente nas campanhas, como assistiu ao anúncio da vitória.

 


Sabia-se que um desafio maior estava pela frente: tínhamos duas grandes eleições, Legislativas e Autárquicas, com um espaço de duas semanas entre as duas.


Foi neste período que a nova CPS foi testada. Embora o resultado das Legislativas tenha sido lamentável, o das Autárquicas, apesar da derrota do Dr. Pedro Santana Lopes, não nos deixou numa posição ingrata.

Isto porque as listas da área de Secção (Alto do Pina, N. Sra. de Fátima, Alvalade, S. João de Brito, S. João de Deus e Campo Grande) incluíam vários Jotas. Graças a uma campanha (a meu ver) bem desenvolvida, não só conquistámos todas as Juntas de Freguesia, como conseguimos pelo menos um membro da JSD em cada Assembleia de Freguesia.


 

Mas não foi só de eleições que a B viveu.

Ao longo de 2009 esteve presente em formações (destaca-se a participação de alguns membros na Universidade de Verão da JSD e do Instituto Sá Carneiro), promoveu jantares entre os seus militantes jovens, chegou aos jovens renovando o seu "look" nas redes sociais, promoveu as conhecidas "noites de bar"  que são plataforma para o convívio entre jovens, não só da nossa como de outras secções e por último criou em Junho este espaço de discussão, há muito necessário, que é o Blog da B e na qual todos podem dar as suas opiniões.


Em jeito de conclusão, politicamente 2009 pode não ter sido um ano positivo para Portugal ou para o PSD. Mas desde que se trabalhe, a Secção B provou que conseguiu ter um ano positivo mesmo no mar de rosas em que vivemos!

link directopostado por Essi Silva, às 22:29  ver comentários (1) comentar

4.12.09

 

Francisco Sá Carneiro deixou este mundo no dia 4 de Dezembro de 1980. Faz hoje precisamente 29 anos que Portugal perdeu um dos melhores políticos que este país já conheceu. Não vivi esses tempos, sei apenas o que li, observei em filmes e sobretudo ouvi. Os testemunhos, as palavras, os olhos a brilhar das pessoas quando falam de Sá Carneiro, servem-me para saber que perdemos em Camarate a pessoa que iria liderar Portugal por muitos e bons anos.

 

O fim trágico, a vida de luta, mas uma marca de força, de liderança e de criação de ilusão nas pessoas transformam Sá Carneiro numa pessoa admirável e de todos os tempos.

 

Sá Carneiro faz falta a este país.

link directopostado por Diogo Agostinho, às 18:00  comentar

26.10.09

 

Se não conseguir ler, pode sempre consultar aqui.

 

link directopostado por Diogo Agostinho, às 14:58  comentar

13.10.09

Resultados Eleitorais das 6 Juntas de Freguesia da Secção B:

 

Alvalade

Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 54.65       3.041   8
PS 30.19 1.680   4
PCP-PEV 6.88 383   1
B.E. 5.19 289   0
Totais 96.91 5.393   13

 

Alto do Pina

Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 50.36       2.529   7
PS 32.76 1.645   5
PCP-PEV 7.87 395   1
B.E. 5.36 269   0
Totais 96.35 4.838   13

 

Campo Grande

Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 43.29       2.398   6
PS 37.35 2.069   5
PCP-PEV 9.46 524   1
B.E. 6.59 365   1
Totais 96.69 5.356   13

 

Nossa Senhora de Fátima

 
Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 50.34       4.504   7
PS 32.74 2.930   5
PCP-PEV 7.99 715   1
B.E. 5.46 489   0
Totais 96.53  8.638   13

São João de Brito

Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 53.83       3.869   8
PS 28.91 2.078   4
PCP-PEV 6.55 471   1
B.E. 5.18 372   0
III 1.57 113   0
P.N.R. 0.7 50   0
Totais 96.74 6.953   13

 

São João de Deus

Lista % Votos  
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM 55.71    3.598   8
PS 29.98 1.936   4
PCP-PEV 6.49 419   1
B.E. 4.71 304   0
Totais 96.89 6.257   13

 

link directopostado por Diogo Agostinho, às 15:24  ver comentários (1) comentar

12.10.09

 

Conseguimos meus caros! Conseguimos manter uma ilha laranja no domínio socialista de António Costa. Com bastante esforço, vários dos nossos candidatos jovens nas listas para as Assembleias de Freguesia foram directamente eleitos. Isto não seria possível sem um espírito de equipa que me orgulho de acentuar durante toda esta campanha.

 

Como candidata recentemente eleita quero dar a todos os Presidentes de Junta que se recandidataram os meus Parabéns, pois sem o seu bom trabalho esta vitória também não seria possível.

 

No Alto do Pina, junta de freguesia à qual pertenço, estou certa que Fernando Braamcamp continuará o bom trabalho que tem desenvolvido.

Aflige-me é saber, que a cooperação da Câmara Municipal para os projectos mais importantes na freguesia será quase nula. Se já foi difícil contar com a Câmara Municipal de António Costa anteriormente, então desta vez será pior.

Em vez de se dedicar a apoiar as necessidades das juntas e dos seus fregueses, como em Alvalade, cuja Biblioteca Municipal aguarda novas instalações ou no Alto do Pina em que o estacionamento é parco para os residentes, ainda que não seja propriamente dito um problema de “espaço”, Costa dedicou-se a bicicletas!


Restam-nos então as tais bicicletas numa cidade de 7 colinas e girassóis por todo o lado... Boa sorte a todos os autarcas sociais-democratas em Lisboa. Bem vão precisar dela!

link directopostado por Essi Silva, às 16:40  comentar

 

Em 6 Juntas de Freguesia da Secção B, fizemos o pleno 6 vitórias!

 

Alto do Pina? Ganhámos!

Alvalade? Ganhámos!

Campo Grande? Ganhámos!

Nossa Senhora de Fátima? Ganhámos!

São João de Brito? Ganhámos!

São João de Deus? Ganhámos!

 

Voltámos a alcançar a vitória e a garantir a confiança dos nossos fregueses. Vitórias claras, acima dos resultados para a Câmara ou Assembleia. A prova de que o bom trabalho desenvolvido pelos nossos autarcas tem sido positivo.

 

 

É importante realçar o empenho da JSD, na figura do nosso Presidente, que está de Parabéns e tem uma equipa extraordinária. Que se empenhou, que lutou nas adversidades de uma campanha sem grandes fundose meios à disposição. Uma equipa que demonstrou sacrífico, mas que vê assim recompensado o seu esforço. Assim dá gosto ser de uma Secção e estar na política. Assim dá gosto pertencer a esta família B!

 

 

A todos: Parabéns!!!!!! Dever cumprido!

link directopostado por Diogo Agostinho, às 11:29  ver comentários (2) comentar

 

O Povo lisboeta escolheu ontem o seu caminho. Não foi no sentido pelo qual a nossa Secção lutou e se empenhou. O povo é soberano e como tal, aceitamos o resultado de cabeça erguida. Não venceu o projecto que considerávamos que fazia mais sentido para Lisboa, porém não iremos desistir das nossas ideias e sobretudo não iremos perder a Garra, a Coragem, a Atitude e a Força. Palavras que definem o candidato da Coligação Lisboa com Sentido bem como a Secção B.

 

link directopostado por Diogo Agostinho, às 11:16  comentar


Mensagem do Presidente

Este é o blog da Secção B. Consulta aqui as nossas ideias.
Usa também este espaço cívico e político para enviares a tua opinião, sugestão ou crítica. Participa!
Um abraço do
João Gomes da Silva
Política de Verdade
Notícias

Arruada - Campo Grande

Sábado, 3 de Outubro, pelas 11 horas, junto ao Centro Comercial Alvalade, mais uma iniciativa de campanha na freguesia do Campo Grande.
Órgãos da Secção
. MESA DO PLENÁRIO Presidente:
José Pedro Salgado
Vice-Presidente:
Bruno Vaqueiro
Secretário:
Cláudia Lehrfeld
Suplentes:
Joana Tenazinha
Raquel Duarte Vaz
Marta Passos

. COMISSÃO POLÍTICA Presidente:
João Gomes da Silva
Vice-Presidentes:
Diogo Agostinho
Inês Palma Ramalho
Guilherme Diaz-Bérrio
Secretário-Geral:
Diogo Santos
Vogal:
Inês Dias Pinheiro
Essi Leppänen da Silva
Nuno Miler Bastos
Ivan Roque Duarte
João Prazeres de Matos
Leonor Vieira
Rita Martins Fonseca
Teresa Rodriguez
Suplentes:
Ricardo Soares
João Lemos Esteves
Miguel de Sousa Botelho
Catarina Coutinho
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